Telefônica espera só a decisão do CADE para incorporar a GVT

fev 3, 2015 by

A Vivo/Telefônica está esperando terminar a avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para dar prosseguimento ao cronograma de incorporação da GVT à sua operação. A Telefonica anunciou em agosto compra da GVT, unidade brasileira da companhia francesa Vivendi, em um acordo avaliado em R$ 22 bilhões, em dinheiro, e  R$ 13 bilhões, em ações da própria Telefônica e em ações da Telecom Italia.

 

Em conversa rápida com o Convergência Digital na abertura da Campus Party Brasil, que ocorre em São Paulo nesta semana, Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica Vivo, disse que é difícil prever quando a decisão do Cade sairá. O executivo aposta que deva ocorrer nas próximas semanas. O próximo passo, de acordo com Valente, seria o aumento de capital no Brasil e na Espanha, como previsto no cronograma.

Em matéria publicada nesta terça-feira (03/02), a agência Reuters afirma que o grupo espanhol de telecomunicações Telefónica não tem planos de realizar um grande aumento de capital para além do aumento de 3,4 bilhões de euros (US$ 4 bilhões) anunciado no ano passado para financiar a aquisição da GVT no Brasil.

A Anatel publicou em 26 de janeiro, no Diário Oficial da União, a anuência prévia para aquisição da GVT pela Telefônica. A agência reguladora estabeleceu condicionantes para o negócio. Entre eles está a obrigação de eliminar sobreposição de outorgas do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) existentes no prazo máximo de dezoito meses contados a partir da publicação do Ato de Concessão de Anuência Prévia no Diário Oficial da União.

Já a Telefônica fica obrigada pela Anatel, entre outros pontos, a manter, indefinidamente, no mínimo a atual cobertura geográfica de atendimento dos Grupos GVT e Telefônica para o Serviço Telefônico Fixo de Comunicação Multimídia (SCM) e para o Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). A operadora não pode descontinuar totalmente sua oferta ou substituí-la por planos inacessíveis aos usuários finais já atendidos.

Também deve manter, por no mínimo dezoito meses, contados a partir da publicação do ato de anuência, todos os contratos firmados pela GVT e precisa apresentar à Anatel, um plano de expansão da cobertura da rede e dos principais serviços de telecomunicações que envolva, no mínimo, dez localidades fora do Estado de São Paulo ainda não atendidas pelo grupo econômico ampliado, em um período máximo de três anos.

Sobre as expectativas para o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, Valente espera que haja uma política de continuidade. O presidente da Telefônica relatou que teve um encontro com o novo ministro das comunicações, Ricardo Berzoini. E que foi “bastante positivo”.

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