Educação contra mentes estreitas

out 16, 2018 by

Ontem, dia 15, foi o Dia do Professor. De forma demagógica muitos que se candidataram e se candidatam dizem ser a educação fundamental para o desenvolvimento do país. Mas, no concreto, se opõem ao acesso universal e de qualidade previsto na Constituição Federal de 1988.

 

Na comparação das propostas dos candidatos Bolsonaro e Hadddad as diferenças são gritantes. O primeiro não apresenta propostas concretas, mas afirma que o país deve “expurgar a ideologia de Paulo Freire, mudando a Base Nacional Comum Curricular ” e que “um dos maiores males atuais é a forte doutrinação”.

Haddad afirma que “devolverá à educação prioridade estratégica, orientando-se pelas seguintes diretrizes:

Forte atuação na formação dos educadores e na gestão pedagógica da educação básica, na reformulação do ensino médio e na expansão da educação integral;
Concretização das metas do PNE, em articulação com os planos estaduais e municipais de educação;
Institucionalização do Sistema Nacional de Educação, instituindo instâncias de negociação interfederativa; criação de política de apoio à melhoria da qualidade da gestão em todos os níveis e aperfeiçoamento do SAEB;
Criação de novo padrão de financiamento, visando progressivamente investir 10% do PIB em educação, conforme a meta 20 do PNE; implementação do Custo-Aluno-Qualidade (QAQ) e institucionalização do novo Fundeb, de caráter permanente, com aumento da complementação da União; retomada dos recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal;
Fortalecimento da gestão democrática, retomando o diálogo com a sociedade na gestão das políticas bem como na gestão das instituições escolares de todos os níveis”.
Um ponto para nós estratégico é a articulação entre educação e inclusão digital. A proposta de Haddad nesse sentido é “promover a inclusão digital e tecnológica das crianças brasileiras, introduzindo, desde o primeiro ano do ensino fundamental, com a infraestrutura necessária, o trabalho com as linguagens digitais”.

Não há uma única linha no programa de Bolsonaro sobre banda larga ou as telecomunicações brasileiras. Já Haddad afirma que criará o programa Brasil 100% Online, com fortes investimentos “para garantir a universalização da banda larga barata e acessível para todos e todas”. O programa terá como meta garantir que todos os domicílios brasileiros tenham condição de acessar a Internet de alta velocidade, a um preço acessível, bem como baratear e melhorar a qualidade do acesso à Internet pelo celular.

Reafirmamos nossa proposta no caminho do alargamento da democracia no Brasil. Para isso, a universalização da educação e a banda larga de qualidade são essenciais. Esse é um ponto nevrálgico que estará em jogo no próximo dia 28 de outubro e nos próximos quatro anos.

Instituto Telecom, 16 de outubro de 2018

Artigos relacionados

Tags

Compartilhe

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *